Quantas e quantas vezes já me peguei pensando nos momentos legais que vivi. Sou jovem - estou bem, obrigado - e já coleciono, graças a Deus, à minha família e aos meus amigos, lembranças bem legais.
O melhor de tudo é que não fica só na vaga memória, fica nas agendas, nos álbuns de fotos, em casa.
Essa semana encontrei pela internet amigos-irmãos de infância. Filipe, Priscila e Lucas e seus pais, Pastor Wandel e Tia Silei. Ontem nos vimos e pudemos viajar pela nossa memória sabendo que estamos vinculados uns aos outros pela amizade e pelas lembranças. Falamos das brincadeiras, das dormidas uns nas casas dos outros, das travessuras com o buggy amarelo do Gu, meu irmão. Esse buggy era pequeno, um brinquedo, mas era o nosso carro na ladeira de casa e era também o carro das Barbies da Pri e da Teté, minha irmã.
Entre uma risada e outra a tia Silei assou uma pizza. Incrível! A pizza tinha o mesmo sabor das pizzas que a tia nos servia depois dos cultos na igreja. Talvez nem fossem preparadas com os mesmos ingredientes, mas certamente com o mesmo carinho. Chutei e acertei! Ela ainda tem aquelas pequenas assadeiras em que assava as pizzas para nós. Que máximo! Nossa lembrança representada também naquelas assadeiras! Tia! Você é praticamente faz parte da Associação da Boa Lembrança!
Sim! Associação da Boa Lembrança! Não tem as tias, as avós e as mães como associadas, chefs ou gourmets. Essa associação é composta por vários restaurantes brasileiros de primeira linha.
Seu conceito é basicamente esse que transcrevi: fazer com que ocasiões especiais façam parte da memória afetiva de uma infinidade de pessoas. De que maneira o fundador da associação, Danio Braga, conseguiu materializar isso? Resolveu estimular, aqui no Brasil, o hábito de se levar uma lembrança simpática depois de uma boa refeição. Aliás, mais do que um simples souvenir, uma peça de arte, digna de ser colecionada – o Prato da Boa Lembrança. São pratos de cerâmica pintados a mão com motivos bem criativos que remetem aos ingredientes do prato que você escolheu degustar. (trecho adaptado do site da associação)
Do restaurante Divina Gula, de Maceió/AL posso me lembrar que foi a primeira noite que estava naquela cidade. Uma noite muito agradável e em um restaurante muito legal.

Huuum, a carne seca com o creme de coco eram expetaculares. Não só Boa, mas uma Fantástica Lembrança. Foi em Maceió, 2008.
Do Manary, em Natal/RN me lembro que havia chegado de um dia de grandes progamações na cidade, nas dunas e nas praias. O que eu mais queria é apreciar uma boa comida e cair na cama para descansar.

Badejo assado com crosta de ervas guarnecido com arroz de jasmim e creme de acerola. Não só Boa, mas Explêndida Lembrança. Foi em Natal, 2009.
Do
Empório Ravioli, em São Paulo, há 1 mês, ria sobre qualquer coisa com o Gu e com a Dani, amiga. Foi uma tarde divertidíssima, que merecerá um destaque em um próximo post.

Pasta Ravioloni D'Oro: ricota espinafre, ovo caipira crema parmigiana tartufado. Sim, o ovo está ali dentro. Artesanalmente inserido no ravioli. Detalhe: gema cozida mas ainda mole. Ma-ra-vi-lho-so!
Além de apreciar a maravilha, levei mais essa peça de arte para a minha coleção. Bom demais!

Não só Boa, mas Inesquecível Lembrança. Foi em São Paulo, 2009.
Esses pratos representam para muitos o que nosso encontro ontem representou para mim: momentos muitos felizes e de grande prazer. Traduzidos por fusão de cozinhas contemporâneas ou não, o que importa é que objetos e conversas podem significar excelentes lembranças de vida para mim. Sejam elas até por meio de uma simples assadeira.
A palavra é sua